segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Time may change me but I can't change time.

Mais um ano acabando. Foi bom, foi muito bom. Foi puro rock'n'roll. Foi uma vida vivida num ano. Doidera mesmo. E ainda não acabou.
Me sinto mais segura. Me sinto mais capaz de tomar decisões acertadas. Mesmo se eu quebrar a cara, fui eu quem escolhi. Também me sinto mais feminina, mais mulher, mais atraente, mais poderosa. Aprendi a ser mais espontânea, a falar o que eu penso mesmo, a demonstrar meus sentimentos (e muitas vezes dar a cara à tapa).
Vocês sabem o que eu acho do tempo? Eu acho que o tempo não cura nada não. O tempo simplesmente corre. E não numa daquelas ampuletinhas, onde caem os grãos de areia um por um. O tempo corre num relógio digital ultramoderno, acelerado, segundos, milésimos, rápido rápido rápido, quase estourando o visorzinho. Cuidado que um dia ele de repente para.
Eu tenho uma vida inteira pela frente. Eu tenho meus sonhos para realizar. Tenho um milhão de cidades pra morar, mais um milhão de homens para amar. Pessoas por quem me apaixonar. Trabalhos a realizar. Músicas a ouvir. Viagens a fazer. "Eu te amo"s a falar. Eu realmente tenho uma vida inteira pela frente e tudo o que eu mais quero é vivê-la.

sábado, 28 de novembro de 2009

27/11/09, uma noite e um show no mínimo doido.

O AC/DC é uma dessas bandas que fazem parte do álbum de ouro do rock'n'roll. Fora isso, é incontestável a qualidade de nogócio: são bons de verdade, hot, sexy, mara mara mara.
Quando foi anunciado o show no Brasil eu pensei: "putz, eu preciso ir nesse negócio". Eu fiquei devendo à minha família toda, fiz a minha mãe se aliar às minhas mutretas, mas no fim, deu tudo certo.
Partimos cedo para Guaratinguetá, de onde sairia a excursão-facada da qual fazíamos parte. Pessoas legais, tiozões do rock, trocas de ingressos entre nós pra todo mundo poder entrar pelo mesmo portão, AC/DC no rádio até enjoar, Scorpions pra tentar fazer todo mundo chorar, trânsito caótico, altos papos. Chegamos no Morumbi lá pra mais de 18h. Todo mundo nervoso achando que não ia conseguir um bom lugar.
O céu ficou preto, o vento começou a soprar impetuoso. Achei que fosse chover toda a água do céu. Os vendedores de capa de chuva empurravam as capinhas pra gente comprar. eu fui guerreira, não comprei. até porque eu tava numa super torcida pra chover muito mesmo [ia ser problemático, com certeza, molharia meu dinheiro, meus documentos, minha câmera, meu celular, mas eu queria]. Infelizmente, não choveu.
O Nasi fez uma espécie de abertura atirando pra todos os lados: Raul Seixas, The Clash, The Stooges. Tudo bem, eu gosto da voz do cara. Ainda teve Andreas Kisser (aquele pão! como diria Bráulio).
Um intervalo. Logo o show começaria. Tava todo mundo naquela expectativa. O estádio cheiasso. As luzes se apagaram. Que coisa linda. Você olhava em volta e via aquele tanto de chifrinhos vermelhos piscando. Lindo, lindo.
O show abriu com Rock'n'Roll Train, como já era esperado. Uma abertura muito legal mesmo. Eu não vou falar de cada música aqui porque isso não é bem uma resenha. E todas foram maravilhosas. Não consigo apontar uma. Eu fiquei muito feliz quando tocou Hell Ain't a Bad Place To Be. Tenho um carinho grande e estranho por essa música. Eu tava seca pra que tocasse Thunderstruck também. E a galera não parava de puxar. Cada vez que dava uma paradinha, a galera puxava: "Thunder! Thunder!". O Brian até disse "hold on". Quando finalmente tocaram, putz, fomos todos ao delírio ('gostas do delírio?').
Foi tudo lindo, tudo mara, tudo incrível. É um show mesmo, digno de arenas, estádios. O sino, a locomotiva, a plataforma do Angus, a Rosie, os bonés de chifrinhos, os canhões, caramba, tudo foi um show. Um momento incrível foi ver o Angus solando ali pertinho de mim, mandando ver mesmo, mega em forma como se ainda tivesse 20 anos de idade. Um dia meu filho vai estar ouvindo AC/DC, vai virar pra mim e vai dizer: "caramba, mãe, esse guitarrista é muito bom!". Daí vou rir da cara dele e dizer: "Há! Eu vi esse cara tocar bem perto dos meus olhos!"
Uma coisa muito legal foram os fogos no fim. Demos feliz ano novo uns pros outros hahaha.
Acabado o show, demorou pra gente chegar até a van. Tava meio longe, tava muito cheio, tinha gente provocando o amiguinho por causa de time (que coisa feia!). O Morumbi era uma multidão preta. Tinha gente de outras cores, lógico, mas é que o preto predominava. Uma bagunça de gente vendendo bebidas, cachorros-quentes, hamburgueres, camisetas, até caneca.
Quando eu cheguei na van eu tava morta. Meu pescoço doía (sabe como é, eu sou baixa, tive que me esticar muito pra ver o show), as costas, as "cadeiras". Mas o que valeu a pena! A galera ia chegando, comentando. Todo mundo feliz.
Lanchonete de beira de estrada. Coca-cola. Um treco de palmito. Papos sobre a minha banda. Viagem longa. Sono. Mais altos papos. Guará. Despedidas. Se espremer no carro. Sete pessoas espremidas. Que merda, esqueci o dramin. Tô morta. Capengar até São Lourenço. O sono venceu o medo de morrer.
6h30 da matina. Cafezinho na padaria pra dar aquela revigorada. Deu tudo certo. Foi tudo lindo. Foi tudo incrível. Um dia muito maravilhoso da minha vida.

Antes de sair, em Guará.

Em São Paulo, pertinho do estádio.

Are you ready to rock?

Depois do mundo dar muitas voltas, a MÁFIA finalmente conseguiu ir juntinha ao AC/DC :D

A faxineira do Angus.

Doidera!


Brian, Rosie e Brian de novo.

MY EYES ARE BLIND BUT I CAN SEE.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Quereres...

Não ando querendo saber de teorias complicadas.
Não quero amores para sempre.
Não quero que venham me contar problemas.

Eu só quero passar em Química. Em Química, Matemática e Física, nessa ordem.
Eu só quero dançar MUITO e cantar MUITO no show do AC/DC.
Eu só quero virar uma cantora de moda de viola por alguns dias.
Quero ter aquela sensação de saudade do que ainda não veio.
Quero que os dias passem depressa.
E não quero me preocupar.

Quero vestir uma camiseta legal e sair por aí.
Ver o sol se pôr...
Ver os casais se amarem...
As crianças correndo nas ruas, sorrindo, chamando seus papais e mamães.
Quero sonhar com o filho que um dia eu vou ter.
Quero ler um bom livro.
Quero receber um convite irrecusável.
Quero tomar chuva.
E quero muito, mas muito mesmo, ser feliz.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Gimme a Ella Fitzgerald love.

- I simply must go.
- But, baby, it's cold outside.
- The answer is no.
- But, baby, it's cold outside. Look out the window at that storm...
- My sister will be suspicious.
- Gosh, your lips look delicious...
- My brother will be there at the door.
- Waves upon a tropical shore...
- My maiden aunt's mind is vicious.
- Ooh, your lips are delicious!
- Well, maybe just a cigarette more... I've got to get home...
- But, baby, you'll freeze out there.
- Say, lend me a comb.
- It's up to your knees out there.
- You've really been grand...
- I thrill when you touch my hand.
- But don't you see...
- How can you do this thing to me...
- I really can't stay...
- Get over that old doubt.
- Ahh... but... it's cold outside...
- Where could you be goin' when the wind is blowin'... And it's really cold outside.

domingo, 15 de novembro de 2009

"Pensei em dizer o velho "me procura". Mas não ia adiantar, nosso caso é o que se pode chamar de amor das estradas. Ela se levantou, abraçou-me e me deu um beijo delicioso. Virou as costas, pegou o boy e nunca mais vi aquela carinha bacana.
Uma vez no Rio, eu estava de férias passeando no carro da Nesita, quando parou um ônibus ao meu lado. Olhei e tinha uma menina linda me olhando. Dei uma piscada pra ela e ela retribuiu com um beijinho. Então dei uma lambida nos meu lábios e ela me fez uma careta. Depois rimos, e, quando o ônibus partiu, ela mandou um tchauzinho bem íntimo. Fiquei morrendo de vontade de parar o carro, subir no ônibus pra conhecer a garota. Deve ser uma menina legal, pra corresponder assim a uma brincadeira. Mas deixa ela ir embora. Pode ser que uma palavra estrague tudo. Essa cena nunca mais saiu da minha cabeça, nem o rostinho bonito dela. Eu a amei assim como amei a Lúcia. Na minha vida existem lugares, cenas, palavras que eu amo com um grande respeito. Como eu amei um orelhão de esquina que tinha perto da minha casa campineira. Como amei D. Margarida, minha professora de português em Santos, tanto que cheguei a arrancar a tampa da mesa onde ela dava aula, só pra ver as pernas dela. E como dizia Vinicius de Moraes, mais ou menos assim: O amor não é para ser eterno, mas sim infinito enquanto dure."

sábado, 14 de novembro de 2009


See how they fly like Lucy in the sky.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O certo, o errado... eis a questão.

Não, as pessoas não entendem quando um tempo passa. Chega num ponto em que cruzam os braços e deixam o rio correr, e ele corre, ele corre, corre tanto que se passam meses, anos, décadas. Aí um belo dia elas resolvem dizer "oi, eu sempre estive aqui. por que você sumiu?" Baby, o tempo passou.
O mundo é falso. Todo mundo vive mergulhado na falsidade. Meu pai me disse um dia desses que as mulheres, quando se encontram, se beijam porque não podem se morder. Concordo, as mulheres são todas falsas mesmo. Aí vem querendo criar um pequeno mundinho numa redoma querendo me fazer acreditar que aqueles, aqueles lindos seres que estão ali, são totalmente idôneos? Desculpe, mas não acredito nisso.
Eu gosto de pessoas de verdade. Que dizem "eu vou te machucar, eu sou falso, mesquinho, só penso em mim". Eu gosto das pessoas que posso pegar, que não vão se esvair quando o rio vier correndo, inundando, enchendo e levando tudo. Gosto de pessoas que mudam e que assumem que mudam - seja para o bem ou para o mal.
Eu quero viver a minha vida em paz. Quando você está mal, alguém chegar, dar um tapinha nas suas costas e dizer: "calma, tudo vai melhorar" é muito fácil (e depois essa pessoa ainda diz que estava lá com você, no momento difícil). Eu quero ver é chegar junto, se oferecer pra te abraçar quando parecem que as lágrimas brotam de todos os poros do seu corpo. Eu quero ver ficar lá, escutando você dizer as piores coisas do mundo. Eu quero ver chegar e te convidar a sair da situação e ver ela de outro ângulo, do lado de fora.
Uma ligação é baratinha e deixa a pessoa com o sentimento de "bem, eu fiz a minha parte". Mas será que fez mesmo? Será que foi verdadeiro o suficiente?
Eu cada vez mais acho que Deus nos colocou nesse mundo louco chamado planeta Terra pra ver se a gente passa na "prova da verdade". A vida é um jogo; hora você joga com a verdade, hora você joga com a mentira. Isso é viver.
Eu ia desenvolver aqui a minha opinião sobre tudo o que eu estou pensando hoje, mas não vou. Enfim... whatever. O problema é que todo mundo universaliza tudo: existe uma maneira certa para se amar, uma maneira certa para se casar, uma maneira certa para se morar, uma maneira certa para se vestir, uma maneira certa para se acreditar em Deus. Eu não suporto isso.

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